abril 19, 2011

Haikai




 flores perfumadas  

 multicores de coroas

 aceno de adeus



Bolhas de Sabão

pic sxc.hu


Alguns nem nascem, se negam a voar
Outros,  se apagam sem ao menos tentar
Há os que se arriscam, mas sem tão alto chegar
Os destemidos, alçam vôos bem altos e viajam pelo ar.
Voa, voa,
bolhas de sabão!



abril 13, 2011

Haikai



pic sxc.hu


Vento no tempo
horizonte iluminando
Divino protegendo




Haikai

pic sxc.hu

Mormaço da tarde
Sonhos das tardes de verão
Gatos em espiral



PATO ou GANSO?

pic sxc.hu

A menina que nasceu e cresceu no campo, conhecia muitos animais domésticos e silvestres, até sabia distinguir muitos pássaros só pelos cantos.
Mas patos e gansos não faziam parte da criação dos bichos da casa e ela nunca soube distinguir direito qual era o  pato e qual era o ganso.
Quando o assunto envolvia um desses animais, ela se confundia e os ouvintes ficavam malucos, não sabiam a que animal ela se referia.
Então, para minimizar tumultos, ela decidiu chamá-los sempre de pato-ganso.
Ela cresceu e as duas aves continuaram com o nome composto, mesmo sob a gozação eterna dos irmãos.

Atualmente, já senhora, ela tem certeza  que os patos-gansos ainda a perseguem, embora, sem nenhuma analogia ao fato anterior.

Há tempos, a mídia tem destacado sobre o jogador Paulo Henrique GANSO ( do Santos Futebol Clube);
ela, santista desde que nasceu, não perde uma transmissão do jogo do seu time e vibra com o retorno do  meia Ganso defendendo o seu Peixe do
coração.
Num desses últimos jogos, foi um Deus Nos Acuda;
deu pena do pessoal que estava assistindo junto,
mas já  acostumados, uma frase é dita quase automaticamente quando ela  comenta sobre o craque.
Pato ou Ganso?

Num determinado momento do jogo, ela se levanta e,
 - o Pato derrubou o Jacaré.
Pato ou Ganso?
- o Jacaré foi derrubado pelo Ganso.
- falei que o Pato ia marcar gol?
  Pato ou Ganso ?
- Goooool do Pato-Ganso do Santoooos!

 

E tem mais, a senhora  adora dar uma espiadinha até nos jogos do campeonato italiano.
O atacante do Milan, Alexandre PATO, tem feito gols extraordinários.
No último jogo contra o Inter de Milão, Pato marcou dois gols, e ela:

- que belo gol do Ganso.
Pato ou Ganso?
- é do craque Pato-Ganso do Milan.

Ela não fica indiferente sequer às negociações que a mídia divulga envolvendo o atleta;
uns dizem que o Ganso fica no Santos e cogita-se também que ele poderá ir para o Internazionale de Milão ou para o Milan.
Se isso ocorrer, seria bom que ela não mais assistisse aos jogos do campeonato italiano.

Entretanto, virão os jogos da Seleção Brasileira,
nesse caso, é bom deixar um cartão amarelo com as três palavras:
PATO ou GANSO?

Ou solicitar, muito gentilmente, à senhora, que feche o BICO.


abril 12, 2011

HAIKAI

pic wikipedia


Tênue raios de Sol


Veloz colibri, já passou?  

Flores beijadas.



A LATA MÁGICA DO VOVÔ

                                          
Vovô tinha o seu cantinho predileto na sala de jantar, na beira da mesa, bem debaixo da janela, onde o sol batia de manhã e a tarde.
Lá ficavam, permanentemente, alguns dos seus objetos pessoais, como lápis preto e vermelho, caneta, um caquinho de borracha, um pedaço de régua, bloco de papéis, pois, assuntos importantes dos jornais, livros e revistas, ele grifava em vermelho, fazia anotações.
Uma faquinha para as suas frutas favoritas, principalmente , melancia e caqui.

Havia também uma lata redonda com tampa,  sempre recheada de bolachas, bombons e não podiam faltar as balas, que a vovó ia abastecendo de tempos em tempos.
Era quase  um encanto, um quadro valioso,  todos os dias, o mesmo gesto, enquanto lia ou conversava, abria a lata e saboreava uma lasca de bolacha ou deixava uma bala derretendo na boca bem devagar, como se fosse o melhor momento da vida.

Vieram os netos, e, as reuniões dos finais de semana, feriados, férias, aniversários, páscoa, natal, ano novo, a família toda se reunia na casa do 'vovô e vovó do sítio'.
Assim que os netos chegavam na casa, a primeira  coisa que o vovô fazia, depois de abraçar todo mundo, era buscar a lata e distribuir balas e bolachas para cada um deles.
 E cada um dos netos, com as guloseimas na mão, agradeciam: 
  obrigado,vô!, obrigado vó!
e saiam em disparada para brincar.


 A vovó se apressava na cozinha para preparar a refeição, o lanche, e, principalmente as coxinhas e as batatinhas fritas, que os pequenos passavam pela cozinha, de minuto em minuto, para comer as batatas, ainda fumegantes,  enquanto ela fritava.

Desde a tenra idade, as crianças sabiam que o vovô-sítio, tinha uma lata mágica;
de lá não saia nenhum coelho, nem pomba alguma, mas mantinham a expectativa, todas as vezes que os visitavam.
Mesmo fartos de tantas guloseimas que tinham acesso, mesmo que as bolachinhas não fossem as preferidas, ou que as balas fossem aquelas bem azedinhas,
todos os seus netinhos estendiam as mãos, como se estivessem recebendo as bênçãos do vovô e da vovó.

Vovô e Vovó,
doçura incondicional e inesquecível  no coração de cada um dos netos.

Nota: eu mesma não conheci meus avós pessoalmente, entretanto, a minha filha e os meus sobrinhos tiveram momentos felizes e inesquecíveis com os seus avós. E tenho a certeza de que essa pequena passagem que  mencionei,  em homenagem aos seus avós, também fazem parte da doçura que cada um deles guarda no coração.




abril 07, 2011

março 29, 2011

TIZIU

imagem: google

Ti  ti  ti  ti  tiziu
Saltitante avezinha
no verde capinzal.

OUTONO


imagem: hellen

Primeiros raios outonais.
Últimas onze-horas alvas e púrpuras florescem nas manhãs,
belas sem igual.
Singelas e perseverantes,
ipoméias cor de rosa enfloram entre as folhagens.
As demais, apenas observam bela-adormecendo
ao sabor do vento outonal.

Uma História Assustadora


Moravam os pais e a filha adolescente num sítio na zona rural do interior de São Paulo.
Numa tarde fria do mês de junho, o representante da comunidade bateu palmas no portão.
O casal estranhou aquela visita, apressaram para atendê-lo e nem precisou convidá-lo a entrar, pois viera para informar sobre o falecimento de uma comadre moradora do mesmo bairro.
Ele e a esposa apressaram no banho, vestiram roupas sóbrias e foram ao velório.
A filha, desde que foi a um funeral quando criança, morria de medo de velório e de tudo que a sua imaginação criava a respeito e preferiu ficar em casa.
Sabe como é velório, demora e muito.
Anoiteceu e a jovem certificou se de que  o portão, todas as janelas e portas estavam bem trancadas.
Acendeu as luzes de todos os cômodos, sentou se no sofá, ligou a televisão quase sem som para poder ouvir qualquer ruído externo além dos ventos uivantes sapecando as folhagens dos eucaliptos.
E nada dos pais voltarem.

Silêncio...
Tic...tic...tic...crec...crec...crec...
Silêncio...
Tic...tic...tic...tic...crec...crec...crec...crec...
Silêncio...
Creckt.
Silêncio...

Certificou se de que os gatos dormiam na sala e os cachorros estavam quietos lá fora e o medo havia dominado a sua mente e o seu corpo.
Silêncio...
Muitos minutos depois.
Crec...crec...crec...
Planejou desmaiar.
Olhou para o chão antes de fechar os olhos.


desenho à mão livre - hellen
 E o pequeno caranguejo de água doce que morava no aquário da sala de jantar em companhia da pequena tartaruga verde:

Ooooi !
Você esqueceu de dar o jantar para mim e para o João-Verde.
Foi cansativo escalar o aquário, escorregamos muitas e muitas vezes,
mas eu fui persistente e consegui sair.
Difícil foi te encontrar.




março 22, 2011

CONFISSÕES de UMA GATA de Olhos Azuis.

tuwinny
Todo mundo escreve nos blogs, facebook, e-mails, nos cadernos, nos muros...então, hoje decidi escrever também.
A minha mãe sempre fala que eu e a minha irmã Spice nascemos do umbigo dela e a Fê, a minha outra irmã, nasceu de cesárea num hospital. Às vezes ela deixa escapar que eu e a Spice viemos dentro de uma caixa, e a Fê enrolada numa manta cor de rosa.

Bem, eu não entendo nada dessas coisas,
tenho 11 anos de idade, sou morena, tenho olhos azuis, muito azuis, sou siamesa, a Spice era Sem Raça Definida e a Fê é brasileira.
Fui registrada como Britinei Spears, mas ao longo do tempo me  chamavam de vários outros nomes entre eles, Baitokinha, Tuinha, Mari.inha,
hoje em dia, adoro ser chamada de Tuwinny (com dábliu, dois enes e ípsilon) ou Tuwi.nininha.
Apesar dos nomes um tanto rebuscados não me importo, pois percebo que há muito carinho, quando me chamam, e mesmo quando me dão bronca, quase nem noto a alteração, soa quase... suavemente.
Ando sempre de botinhas escuras, mas quando as unhas crescem demais dá impressão que estou andando de salto alto... clic...clic...clic...

A Spice tinha belos olhos azuis, era linda, sapeca demais, amorosa demais, engraçada que só ela.
Há sete anos, ela nos deixou e foi morar num parque próximo da nossa casa.
O nosso pai é que cuidou da Spice durante longos meses em que ela esteve enferma, levando ao médico, dando injeção, tentando de todas as maneiras fazer com que ela melhorasse.
Numa manhã do mês de abril, com a voz mais tênue que já ouvi até agora, a Spice sussurrou algo, suspirou fracamente, fechou os olhos e foi assim... dormindo.
Sofremos  muito, os olhinhos da Fê estavam muito inchados e nem conseguiu ir à escola no outro dia de tanta tristeza.
Papai a colocou dentro de uma caixa, junto, vários brinquedos peludinhos, apanhou um vaso com uma planta e a levou para o parque.
Ela nunca mais nos visitou, ficou entre as raízes do pé da Aroeira que papai plantou e que hoje cresce frondosa.

Amo demais a minha outra irmã, a Fê, é a minha preferida, minha ídola, apesar das diferenças:
ela toma banho no chuveiro e o meu banho é no tanque de lavar roupa,
ela usa perfumes deliciosos e eu adoro o cheiro de água sanitária,
diariamente ela se arruma, aliás, cada dia veste roupa diferente, apanha a bolsa e sai logo de manhã.
Diferente também é a forma como a mamãe serve as refeições, para a Fê vários pratos com comidas diversificadas, os líquidos nos bonitos copos ou xícaras;
a minha refeição é colocada sempre no mesmo prato lilás ou no vermelho cheio de desenhos de patinhas, ossinhos e gatinhos;
eu bebo água sempre nos mesmos potes enormes espalhados pela casa.
Acordo sempre no mesmo horário que a mamãe, fico de plantão na mesa da cozinha observando todos os detalhes do preparo do café da manhã, almoço, jantar, espio até dentro da geladeira, o fogão, armários, sacolas de supermercado e não descubro o motivo dessas diferenças.

Na hora de desembrulhar os presentes, sempre ganho só as sacolas, as caixas, os papéis de embrulho...e eu adoro, tenho uma coleção deles.

 Ah, numa coisa somos semelhantes, diariamente ela passa várias coisas, várias vezes no rosto, sempre em movimentos circulares e eu também, quando lavo a minha carinha.

Mas tenho algumas vantagens, por exemplo, fico o dia todo em casa, onde a minha mãe vai, lá vou eu, sempre conversando muito, mesmo ela me dando sempre as mesmas respostas:
Ahhhh, éééé !?!?
Depois eu verifico para você.
Não precisa chorar tanto.
Fez cocô? Já vou limpar o seu banheiro.
Já, já, vou brincar com você.
Peeeega o seu ratinhooooo!
Vem no meu colo bebê,
( nessas horas, adoro fazer charme e demoro para ir ao colo dela, mesmo morrendo de vontade de ser acariciada)
Não vou dormir ainda, só a noite
(quando eu a chamo para irmos para a cama, por volta de meio-dia)
Sai de cima da geladeira,
Sai de cima do fogão, vai queimar o rabo,
Não pode brigar com os passarinhos, eles têm neném e precisam se alimentar.
 ( e eu sempre respondo que não tenho nada a ver com os nenéns dos passarinhos, só não gosto que eles vem na varanda, fica numa beijação com as flores, com as plantas, faz ploft e voa...)
Acho que no fundo, tenho medo que a mamãe os adote, ela é bem capaz de tal coisa.

Bom mesmo é dormir beeeemmm enrolada no pescoço da mamãe, mas só nas noites beeemmm quentes de verão.
Também tento ter toda a atenção da mamãe só para mim, quando a Fê chega, levanto rapidinho e fico entre elas, grito e não as deixo conversarem;
ou quando ela fala ao telefone, eu protesto, grito muito, bem alto, grito mesmo e até mordo os cabelos e os braços dela;
quando ela fica muito tempo no computador, eu a chamo, fico olhando fixamente nos olhos dela por horas a fio e quando não aguento mais, pulo no teclado e bagunço tudo...

                     ZZZZZZZZzzzzzzzzzzzzzzffffffffxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxvvvvvvvvv
e
ponto final.

março 21, 2011

PÁTRIA AMADA, BRASIL

Em consequência da tragédia que assola a região norte do Japão desde o dia 11 de março, atingidos pelo terremoto, seguido de tsunami e danos e consequências intermináveis causados nas usinas da cidade de Fukushima, muitos brasileiros estão retornando ao Brasil.

Imagino a sensação de alívio que cada uma daquelas pessoas deve estar sentindo ao pisar no solo brasileiro e sendo recebidos de braços abertos pelos familiares e amigos.
Muitos provavelmente tendo que interromper planos e sonhos, além da perda material e talvez até de perda do maior patrimônio seus parentes ou conhecidos.

Nos momentos como estes é que temos a ‘oportunidade’ de sentirmos de fato como é bom ter um lugar onde podemos voltar.
Penso nas pessoas que sobreviveram a essa catástrofe e que sem ter para onde ir, senão aguardar nos abrigos o início da reconstrução, literalmente, partindo do nada que lhes restou.
Lembrei também dos povos dos países do mundo árabe cuja crise castiga a população, para onde vão ? senão aguardar por dias melhores e recomeçar.

Eu mesma já passei por essa sensação, embora, nada comparável ao que está ocorrendo no momento no Japão,
porém, há muitos anos quando meu esposo e eu estivemos em Tokyo tivemos alguns problemas de cunho pessoal e antecipamos o retorno ao Brasil.
Nossa situação era bem mais confortável doque muitos brasileiros que para lá se dirigem em busca de sonhos, mas a problemática da sensação de ter uma pátria onde possamos retornar é a mesma.
Após horas de vôo, quando sobrevoamos o céu de raios fúlgidos, pisar no solo brasileiro e finalmente ser recebido por familiares a sensação de alívio é algo inexplicável.

Nós, brasileiros, somos exigentes e desejamos um país sempre em ascenção em todas as esferas e muitas vezes a crítica acirrada direcionada a alguns setores é inevitável e até chegamos a comparar com outros países do primeiro mundo cujos problemas aparentam ser menores ou quase inexistentes.

Entretanto, há a necessidade de assistirmos tais acontecimenos nos outros países para sentirmos que



imagem: globo-brasil
           o Brasil é
         Pátria Amada.
        Terra Dourada.

Não há a necessidade de outrem nos anunciar que somos um dos poucos países no mundo que tem potencial geográfico e natural para alavancar e nos tornarmos uma nação próspera.

Talvez, até o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama tenha dito ‘Gentil Pátria Amada,Brasil’, diante da calorosa e perfeita recepção dada a ele e seus familiares em Brasília e no Rio de Janeiro nesse final de semana em sua primeira visita oficial ao nosso país.


março 13, 2011

O CHÃO SUMIU, O TETO CAIU E A ÁGUA LEVOU

(Tragédia no Japão – Terremoto e Tsunami ocorridos em 11.março.2011)

Diante do insustentável peso de uma catástrofe natural que está ocorrendo no Japão, não há como eu continuar falando de coisas leves.
As minhas histórias de passarinhos, peixinhos, hão de me compreender.

Toda a mídia expressa visualmente e através de textos estarrecedores que por si só já exprime a gravidade que  tremores de terra de até 9 graus na escala Richter, seguido de uma fúria de um tsunami estão causando na região nordeste da ilha de Honshu, no Japão.

Tenho certeza que muitos  ao verem aquelas terríveis cenas imaginam, por alguns segundos, estarem assistindo à alguma cena de ficção.

Quando lemos algo como
``Dez mil pessoas podem ter morrido na província de Miyagi``, ``Crise é a pior desde a Segunda Guerra Mundial, conforme pronunciamento do primeiro ministro japonês``, além dos demais noticiários de extrema gravidade como a do vazamento das usinas nucleares, percebemos a intensidade com que a nação japonesa está sendo afetada.

O mundo todo está extremamente consternado.

Peço a Deus que conforte cada uma daquelas pessoas, pelas quais diretamente nada podemos fazer para ajudar,
sobretudo os milhares de brasileiros que lá estão, e que ainda não sabemos com exatidão quantos foram atingidos,
e que  a reconstrução outra, entre tantas que o Japão já enfrentou, ocorra o mais breve possível.

E, sobretudo, agradeço a Deus pela proteção aos nossos parentes por não terem sido atingidos por esse trágico acontecimento.
Amém.

março 05, 2011

Omeletes e Omeletes

Sabe aqueles dias em que  idéia nenhuma  vem,  acompanhada de uma certa inércia, na hora de preparar  a refeição, principalmente nas sextas-feiras?
É um tal de abre e fecha a geladeira, olha tudo que está na  prateleira, no freezer, na gaveta das frutas
e nada.

Êpa, tem ovos!

Adoro ovos fritos, cozidos, mexidos e principalmente omelete às sextas-feiras.
No entanto, por mais que eu me esforce, todas as minhas omeletes acabam com algum problema... de fabricação e se transformam em ovos mexidos.

Omelete boa mesmo era aquela que mamãe fazia.
Batia os ovos com *ohashi com uma pitada de sal e depejava na  velha frigideira.
Ia  acrescentando os demais ingredientes e não podia faltar cebolinha picada bem miudinha.
O aroma irradiava pela casa toda.
Em pouco tempo  estava  pronta, uma bela omelete, multicolorida e deliciosa.

Hoje, a (des)inspiração tomou conta de mim.
Sabe de uma, ''catei'' alguns ovos, bati, reuni os ingredientes e me embrenhei a fazer uma omelete.
Pensei comigo, se até a nossa Presidente faz omelete, porque eu não.
Caprichei no queijo, cebola, ervas, no sal, não faltou a cebolinha picadinha e o aroma delicioso se espalhou pela casa.
Tanto, que até a minha gatinha que dormia profundamente debaixo do edredon, veio fazer uma visitinha na cozinha e falou alguma coisa, falou muito, não compreendi, era instante de tensão.

Tentei virar o bichinho, digo, a omelete com muito cuidado...

Sabe de uma coisa, vou fazer de conta que hoje preparei ovos mexidos, de novo.

Esse texto é, sobremaneira, em homenagem à simplicidade existente nas pessoas,
mesmo naquelas que estão acima da rampa.
imagem e texto: Globo.com
 ''Presidente Dilma Rousseff grava Mais Você e prepara omelete com Ana Maria Braga.''
''Em homenagem ao mês das mulher, Ana Maria Braga recebe a presidente Dilma Rousseff no estúdio do Mais Você nesta terça-feira  (...)
 Ana Maria aproveitou o papo para convidá-la a mostrar os segredos de seu omelete favorito, na cozinha do programa. As duas garantiram que fica uma delícia. “E não engorda”, disse Dilma (...)''

*ohashi= talher japonês, constituído de dois palitos feitos de bambu ou madeira.

março 04, 2011

MULHERES da MINHA VIDA


Na semana em que o mundo todo homenageia as mulheres pelo Dia Internacional da Mulher que será no dia oito de março, os meios de comunicação já nos traz reportagens, entrevistas, transmitindo mensagens, sempre emocionantes.

Logo de manhã, recebi antecipadamente uma mensagem da minha irmã.
Um belo cesto de rosas ao som de uma deliciosa música clássica
e com os seguinte dizeres:

‘’Hoje, é seu dia, nosso dia, parabéns.
Às bravas guerreiras, muita saúde e felicidades para sempre.’’

Tentei enumerar todas as mulheres que fizeram e fazem parte da minha caminhada.
São várias, são muitas, são centenas,
São de todas as origens e classes sociais,
São brancas, negras, morenas, ruivas, amarelas.
São frágeis, porém poderosas,
Perfeitas dádivas de Deus.

Todas importantes, outras de extrema importância.
Ensinaram muito no traçado da minha senda,
com seus pequenos ou grandes atitudes, exemplos e palavras.

Com muitas delas não tenho mais contato, nem sei quando as reencontrarei.
Com muitas delas reencontro após longo tempo,
mas a distância nada muda quando se há afinidade.
Algumas não estão mais no plano terrestre.
Todas essas mulheres foram e continuam sendo importantes no me trajeto,
nesta incessante tentativa, nada fácil,
 de aprendizado, de ter pensamentos e atitudes cada mais acertivas, tentar compreender o que acontece ao redor da minha vivência...

As amigas da infância.
As vizinhas e conhecidas da minha infância.
As amigas do colégio.
As primeiras e todas as minhas professoras.
As amigas da primeira faculdade.
As amigas da segunda faculdade.
 As amigas do meu primeiro emprego.
As amigas dos meus longos anos do meu segundo emprego.
As novas amigas do meu terceiro e último emprego.
As amigas que fui encontrando no decorrer dos dias.
As amigas que me ajudaram a cuidar da minha filha e da minha casa.
As amigas da minha filha.
As mães das amigas da minha filha.
As mães de todos os meus amigos (as), familiares e conhecidos.
As amigas que ainda estão por vir.
As minhas amigas cunhadas.
A minha prima Misuko.
As mães dos meus pais.
As minhas sobrinhas.
A minha sobrinha neta.
As Mulheres Santificadas.
A mãe do meu esposo.
A minha filha.

E as minhas Mães:
Dona Nelly, minha terceira Mãe,
Minha irmã, minha segunda Mãe,
Dona Maria ou Dona Yoshie,
 nossa essência,
 mamãe 
e
Santa Maria, Mãe de todos.

imagem da internet

Obrigada a todas as MULHERES DA MINHA VIDA.
Parabéns a todas as MULHERES da minha vida e do  mundo.



MULHERES da MINHA VIDA

fevereiro 27, 2011

ZÉ LELÉ


Um dia desses, resolvi ''ter um dia de faxina''.
Diante de tantos recursos, decidi não mais guardar dezenas de cadernos acumulados ao longo dos anos. Comecei pelos cadernos utilizados na faculdade, não consegui descartar todas, há algumas com conteúdo interessante, assuntos que eu encontrarei com certa facilidade na internet ou em livros, entretanto, são anotações pessoais feitas em sala de aula sobre determinadas matérias.
Há outros com anotações de textos literários, trechos de  livros, revistas, jornais e muitos rascunhos.
Algumas relíquias com páginas recheadas de primeiros desenhos da minha filha quando pequenina; esses pretendo guardar para sempre, mesmo que os desenhos da mamãe e papai sejam muito engraçados.
E o Zé Lelé?
What's this?  What about it?

Encontrei-o neste rascunho:
``Nesta quarta-feira, 22 de janeiro de 2003, antes das seis da manhã, enchi os pratinhos de comida das minhas gatinhas e fui alimentar o Zé Lelé, como costumeiramente faço antes de sair para o trabalho.

No entanto, o Zé Lelé não estava dentro da sua casinha, encontrei-o no chão, inerte, durinho, já perdendo a sua coloração.
Como já estava atrasada, nada falei, nem com o Zé Lelé, mesmo que ele ainda pudesse me ouvir, embrulhei-o no guardanapo e coloquei-o no cesto de lixo.
Deixei um bilhetinho para a minha filha falando do acontecido e sai correndo.
Intrigou me o fato de não ter idéia alguma do que teria acontecido, afinal, na noite anterior o Lelé, todo garboso e feliz, fazia as suas manobras exibindo a cauda avermelhada dentro do pequenino aquário.
Primeiro, desconfiei da Spice e da Britney, minhas gatinhas, mas logo descartei, pois elas, na verdade, morriam de medo do peixinho, passavam longe do pequeno aquário com apenas uma pequena abertura.
Meu marido e a minha filha, embora tenham ido dormir depois de mim, não havia razão para fazer algo desse tipo. 
Nera, minha funcionária do lar, chegava só de manhã na minha casa, então...

Chegando à minha estação de trabalho, comentei esse fato com os meus amigos, sem saber que teria tamanha repercussão.
Riram muito, às gargalhadas mesmo, e foi juntando mais colegas ao redor da minha mesa e mais gargalhadas, foi o assunto do dia, aliás, de vários dias.
E mais, cada um avisou o seu superior que no dia seguinte chegariam mais tarde ao trabalho, iriam ao funeral do meu amigo Zé Lelé que acabara de se matar.``

Enfim, uma minúscula tragicomédia...

Hoje, reencontrando vários amigos daquela época, através dos sites de relacionamento, lembranças de tantos bons momentos veio à tona e junto uma grande saudade de todos.

Betta Splendens é um peixe originário do Sudeste Asiático. Seu nome vem de uma tribo indígena, onde os guerreiros eram chamados de ''Bettahs'', por isso também conhecido popularmente como ''peixe de briga''.
O seu sistema de respiração adaptado no seu habitat original, água estagnada e mal oxigenada, possibilitam a sobrevivência em minúsculos aquários.