janeiro 17, 2011

Colheita




 Num desses domingos, meu marido fez o seu prato e foi almoçar num cantinho da varanda do nosso apartamento.
Se ajeitou na cadeira de praia, prato na mão, olhou ao redor e falou ''dá impressão que estou almoçando no meio da roça...''
Não dei importância e continuamos com a refeição, ele na varanda, minha filha e eu dentro do apartamento.

Sou uma pessoa lenta para captar o que os outros querem de fato dizer.

 Alguns dias depois, enquanto eu cuidava das mil plantinhas nos vasos espalhados na varanda, lembrei da frase dita pelo meu marido e tentei entender se, ''almoçando no meio da roça'', se referia a almoçar fora do apartamento, ou ele quis dizer que almoçar num lugar onde ramos e folhas de plantas cutucavam a sua orelha, parecia estar na roça, ou ainda, que a nossa varanda estava uma verdadeira algazarra de plantações, sem sobrar sequer um centímetro de espaço...
Até hoje não sei qual é a alternativa correta.

Estou citando isso, porque de fato, há dezenas de plantas na nossa pequena varanda.
Há plantas frutíferas, cujos pés, se plantados em terras abundantes, cresceriam frondosamente metros e mais metros, entretanto nos meus vasos se limitam a serem pequenos.
Uma jabuticabeira que dá frutos quase o ano todo, os quais eu deixo para os passarinhos que vem bicar diariamente.
Uma romãzeira que ainda não conseguiu frutificar mas dão flores belas e delicadas.
Obervo o crescimento da pitangueira e aguardo ansiosa as primeiras florações.
O pequenino pé de amora carregada de frutos, embora bem azedinhos.
O bambú que cresce horizontal e verticalmente, precisando de podas constantes.
E outras dezenas de mudas de árvores também frutíferas crescem em outros vasos, cujos nomes corretos eu desconheço.
Entre o generoso sol das manhãs de primavera, verão e outono e o vento forte e frio dos invernos, as plantas se desenvolvem no seu habitat criado por mim ao longo de tantos anos.
Sempre prestando atenção para não criar nenhum mosquito Aedes Aegypti nos vasos.
A cada florada de onze-horas, amarilis, ipoméias, fico encantada com a delicadeza e beleza singular que cada uma possui.
De vez em quando, tempero a carne de frango com os galhinhos de alecrim, ou tento amenizar a tosse com chá de folhas de guaco.
Há poucos dias, muito feliz, colhi tomates-cereja, graciosos e suculentos.
Estou cuidando das mudas de cenoura que crescem nas mesmas terras da jabuticabeira.
Fico feliz pelo tanto de pássaros que fazem diariamente um pit-stop, bicam as frutinhas, chupam o mel das flores, cantam e voam de volta, parecem felizes.
Gosto de acreditar que as joaninhas que aparecem entre as plantas nos traz sorte.

Estou mencionando isso porque percebo que plantas se desenvolvem muito facilmente em qualquer lugar por mais áridos que sejam.
Está certo que não precisavam exagerar tanto,
brotam e crescem nas minhas terrinhas, plantinhas de várias espécies, sejam semeados por mim ou pelos pássaros ou vindos na terra que eu compro.

Sempre mencionei para algumas pessoas que é só enterrar as sementes ou mudas na terra e eles brotam, crescem, frutificam, purificam o ar, alimentam os insetos e os pássaros, forram a terra, ajudam a evitar erosões, deslizamentos, além de embelezar as ruas, praças, ao redor de rios como as que cortam a cidade de São Paulo.

Sempre imaginei que, se dezenas de plantas conseguem se desenvolver numa varanda de apartamento com poucos metros quadrados, quão desenvoltos se tornariam em terras tantas que nosso país possui.
Quão fácil é, cada homem se conscientizar e  plantar  uma muda ou algumas sementes de qualquer espécie de árvores ou flores no seu quintal, no seu jardim, na sua chácara, na sua fazenda...
Quão nobre e produtiva atitude seria se, um dia por ano, uníssemos em mutirão para plantar, conservar, limpar, as ruas, praças, chácaras, estradas, indústrias, fazendas ou qualquer local em que fazemos parte...

Reflorestar e conservar cada metro de terras que possuímos,  mesmo as áreas com pequenas ou imensas criações de gados, lavouras, índústrias, residências, são ações fáceis e baratas.
''Não dói nada'', como diz um amigo meu.
Difícil é conscientizar a maioria.
Difícil  é a falta de atitude que a maioria de nós sequer pensamos em tomar, desde a simples e tão importante tarefa  do dia a dia, como separar o lixo, não jogar o lixo em qualquer local e principamente, conservar o que nós construímos ou o que a natureza construiu.
É só olhar a situação caótica dos nossos rios, represas, nascentes e mares, para ficarmos indignados...
O Brasil é gigante, é belo, é rico e temos condições de melhorar mais e mais e nos tornarmos um dos países mais prósperos do mundo,
se... despertarmos em tempo.
O Planeta, há tempos, padece com a falta de cuidados de nós seres considerados racionais...

.....by hellen.... um tanto indignada, muito triste e preocupada com o que está acontecendo no Brasil e em outros lugares do mundo.

Solidariedade

Há dias, o Brasil e o mundo acompanham, aterrorizados, imagens dramáticas provenientes dos deslizamentos de terras que atingem várias regiões do nosso país, principalmente as regiões serranas do Rio de Janeiro.
Entidades oficiais, voluntários, muitos e muitos anônimos se mobilizam para ajudar, socorrer, tentar amenizar o sofrimento das pessoas atingidas pela tamanha catástrofe.
Impossível não nos emocionarmos com as tristes e traumatizantes cenas e mais cenas mostradas diariamente pelos meios de comunicação.    Dói... muito, palavras não expressam o que sentimos realmente...

Entre tantas cenas emocionantes de resgastes entre os humanos, há também aquelas que nos sensibilizam, são pessoas que tentam salvar os seus amigos animais.
No dia 12, em São José do Vale do Rio Preto, Dona Ilair foi resgatada amarrada por uma corda, graças aos seus  vizinhos.
A cruel enxurrada  arrastava tudo e Dona Ilair permaneceu até o último instante sobre o pouco que ainda restava da sua casa, muito indecisa ao amarrar a corda no seu corpo mas firmemente agarrada ao seu cachorro.
Os vizinhos gritavam desesperados, instruíam-na como amarrar a corda.
''Solta o cachorro, Ilair'', alguém gritou.
Finalmente, ela saltou na correnteza, mas não abandonou o seu cachorro, levou-o consigo, porém, a pouco de serem resgatados, o cão a mordeu e ele se foi  na enxurrada barrenta...
Dona Ilair foi salva, Graças a Deus.
Chorei...

Fiquei imaginando o tanto de animais que devem estar perambulando pelos  escombros  lamacentos, procurando ou esperando pelos seus donos, que talvez nunca ocorrerá...

Chorei... ao ver mais imagens:

fonte: correaneto.com.br.
''Animais abandonados se ajudam mutuamente...''


fonte: correaneto.com.br
fonte: AFP
''Cão Caramelo passa o segundo dia consecutivo no local onde foi enterrado a dona, Cristina Santana, vítima do deslizamento de terra em Teresópolis.''

As últimas notícias nos traz um pouco de alívio:
''Após chuva, mais de 150 cães são resgatados em Teresópolis.''
fonte G1.com -  17.jan.2011

........... hellen............

janeiro 13, 2011

Água Da Chuva

O mês de janeiro está sendo marcado, mais uma vez, pelas catástrofes  em consequência das temporadas de chuvas intensas em muitas partes do nosso país, principalmente na região sudeste.

São, as já conhecidas, situações dramáticas atingindo a população que atravessa a cidade e as enchentes ao longo das marginais da capital de São Paulo.
Água   inundando cidades inteiras como é o caso de Franco da Rocha.
Morros desmoronando como em Mauá e  pessoas soterradas, mortas, desoladas...
E o mais grave está sendo a tragédia na região serrana do Rio de Janeiro.
As fortes chuvas causaram catástrofes e até o momento morreram mais de 500  pessoas nas regiões de Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo e outras cidades vizinhas.

Ano após ano assistimos a essas calamidades em algum ponto do país.
Há pouco aconteceu em Angra dos Reis, quem não se lembra daquelas cenas?
Outras cenas desoladoras também são recentes como as chuvas que atingiram Santa Catarina.
As chuvas não têm dado tréguas causando inundações de grandes proporções também por outros cantos do mundo,  na Austrália, Sri Lanka, Alemanha, Holanda.
Considerando também que outras grandes catástrofes como incêndios, secas, tsunamis, furacões  estão devastando pedaço por pedaço do nosso planeta.

Porquê?  De quem é a culpa? O que deveria já ter sido feito para evitar tamanhas catástofres que se repetem ano após ano em todos os cantos do mundo?

Há tempos, a natureza já tem se manifestado rebeldemente contra a falta de cuidado e a falta de respeito com a Mãe Terra nesse desenvolvimento desenfreado dos homens.
Quantas catástrofes mais serão necessárias para que cada um de nós, urgentemente, conscientizemos, tomemos  atitudes corretas.
O planeta Terra já nos deu recados... demais.
Mas são lições de casa difíceis de efetivar seja em casa, nas ruas, nas empresas, nos governos ou nas nações.

Os quatro elementos  a Terra, a Água, o Fogo e o Ar, objetos de referência em várias obras de expressão literária, filosófica, plástica, científica governam o nosso planeta.
Eles são soberanos e não nós seres racionais denominados humanos.

Há muitos e muitos anos atrás, eu tive a oportunidade de conhecer uma pessoa que lavrava a terra para a sobrevivência,  mas já tinha enorme consciência, sabedoria e um grande respeito pela natureza.
Era um exemplo de homem na natureza.
E essa história será destacada numa outra ocasião.
Enquanto isso, eu vou cumprindo com a minha parte das lições de casa:
reciclando lixos, respeitando a natureza, orientando outras pessoas...
hellen
13.jan.2011

janeiro 11, 2011

Tempo Veloz


O mundo todo comemorará o Natal que chegará muito em breve.
Em breve mesmo.

Acabo de ler uma mensagem de uma amiga que diz sem tempo para nada.
De fato, principalmente nessa época, dá impressão que todos os humanos de todos os cantos do mundo vivem cada segundo do dia como se o mundo não fosse mais existir  amanhã.
No trânsito os motoristas impacientes buzinam, aceleram sem respeitar nada, pedestres atravessam de forma imprudente.
Nas ruas pessoas andam num vai e vem, com sacolas e mais sacolas nos braços.
Nos shoppings, então, nem me atrevo a dizer a situação... um verdadeiro formigueiro frenético.
Junta-se a isso a chuva que cai sem tréguas na nossa cidade. 
Ano após ano as cenas se repetem.

Que mundo apressadinho é esse?
Assim a  vida parece cada vez mais efêmera. 
O Natal que se aproxima será mais breve,
ainda mais este ano que será num sábado.
Logo, logo, virão as segundas-feiras e o Ano Novo que se aproxima também  passará rápido demais.

Lembro-me quando criança, tudo demorava muito a chegar.
Para chegar o Natal precisávamos esperar, esperar, sonhar, sonhar e chegava... bem devagar.

Mesmo assim, continuo desejando a todos
 FELIZ FINAL DE ANO
FELIZ NATAL
UM PRÓSPERO ANO NOVO
repleto de Harmonia, Amor, Abundância, Saúde, Soluções, Sorte, Prosperidade, Tolerância, Paz, Paz, Paz , Paz, Paz, Paz, Paz!!!!!!!!!!!!!

hellen
17dez2010